Suco de couve antioxidante!


O suco desintoxicante de couve é uma ótima maneira de aumentar a energia e limpar o organismo.

Ingredientes:
1 copo de suco de laranja, 1 folha de couve,½ copo de água.

Modo de preparo. Basta adicionar todos os ingredientes no liquidificador e bater bem, evite ao máximo o uso de açúcar refinado, pois este não contêm nenhum valor nutritivo, nesse remédio caseiro ele pode ser substituído por uma colher (chá) de mel.
Por eliminar as toxinas do organismo esse remédio caseiro é muito indicado para ressaca, além disso, é ótimo para prisão de ventre e úlceras gástricas.

BANHO DE ERVAS

(limpeza, purificação e eliminar energias negativas)

Pique em pedaços pequenos um punhado das seguintes ervas: alecrim, levante e manjerona.
Coloque 3 litros de água para ferver, antes de levantar as bolhinhas acrescente as ervas picadas. Espere esfriar, acrescente um punhado de sal grosso e coe.
Depois de tomar seu banho habitual, derrube esse preparado do pescoço para baixo, jogando os restos (as folhinhas da infusão) no lixo.
Espere secar naturalmente e vista roupa branca para se deitar.

PROTEJA SUA CASA DAS ENERGIAS QUE AS PESSOAS DEIXAM OU MANDAM...

Como evitar e proteger nossa residência das energias negativas e nocivas que as pessoas deixam ou mandam para nosso lar?

Em geral, as energias negativas são causadas por pessoas que visitam ou freqüentam nossas casas. Sem contar que, muitas vezes, são pessoas que vivem nestes ambientes, que por não estarem em seu perfeito equilíbrio ene
rgético, descarregam estas energias nocivas nos locais que freqüentam, em geral, locais que estão com uma boa energia. O mais interessante é que estas pessoas sabem que são "pesadas" e "negativas", e que deixam os locais que freqüentam "péssimos", bem como os moradores. É claro que existem pessoas que fazem isto "inconscientemente". Elas nem têm conhecimento que são "negativas".
Quando estas energias negativas se instalam e permanecem em nossas casas, deixam os ambientes e as pessoas alteradas, doentes, perturbadas, irritadas, sonolentas, provocam mal-estar, podem causar brigas, desentendimentos, quebra de aparelhos domésticos, pequenos acidentes e outros males. Parece que tudo dá errado. Mas para tudo há "um começo de solução". Siga as dicas abaixo para começar a se proteger energeticamente.

01 - Em boca calada não entra mosquito. Muitas vezes, as pessoas têm inveja e ciúme de você pela sua "boca grande". Aprenda a ficar mais de boca fechada. Você irá gastar menos energia e não atrairá tanta negatividade. Note que toda vez que você fala de um objetivo seu, em geral, demora para acontecer.

02 - Selecione as amizades. Seja mais seletivo com as pessoas que frequentam sua casa. Nada de pessoas negativas e de baixo astral na sua casa, mesmo que seja sua irmã ou cunhada. Evite ao máximo este tipo de pessoa em seu lar.


03 - Baguá de proteção na porta. No Feng Shui, o instrumento mais usado para proteger nossa residência das energias negativas é o Baguá. O Baguá é uma figura octagonal, onde cada lado tem um dos trigramas do I Ching. Ele pode ser de resina, madeira, espelho, cobre ou latão.
Para que o Baguá proteja sua casa, ele deve ser colocado na porta de entrada, pelo lado de fora, acima do batente da Porta. Nós usamos o Baguá na porta de entrada, pois ela é a "boca da casa", por onde a Energia Chi entra.
Atenção: se sua casa tiver mais que uma porta de entrada, por exemplo, na cozinha, ponha um Baguá em cada porta.


04- Baguá com espelho. Uma outra forma de proteger a casa das energias negativas é colocar um espelho pequeno na porta de entrada, pelo lado de fora. A simbologia é que o espelho na porta irá refletir as energias negativas. Para proteger ainda mais sua casa, podemos, na porta de entrada, um Baguá com Espelho no centro. Dê preferência um Baguá com espelho convexo.

05- O poder das plantas. Plantas e flores naturais têm um grande poder de absorver as energias negativas dos ambientes, além de decorar, perfumar e energizar. Coloque muitas plantas e flores pela sua casa. Todos os tamanhos e tipos são bem vindos. Quanto mais, melhor.
Nos lugares que as pessoas ficam mais ou circulam, como a sala, coloque flores com cores bem "chamativas" como: vermelhas, amarelas ou laranjas. Podemos colocar também um belo vaso com flores vermelhas logo na porta de entrada. O vermelho irá atrair as energias nocivas de quem esta chegando.
Não esqueça de colocar a mais poderosa combinação da natureza para proteger sua casa das orças negativas: o "Vaso de Sete Ervas".
Em geral, um vaso de sete ervas é composto pelas seguintes plantas: Arruda, Alecrim, Espada de São Jorge, Pimenteira, Guiné, Manjericão e Elevante.
Um ótimo local para colocar o vaso de sete ervas em nossa casa é perto da porta de entrada, pelo lado de fora. O vaso de sete ervas irá segurar e repelir todas as energias negativas que iriam para este ambiente.

MEDIUNIDADE E RESPONSABILIDADE



Olá pessoal! Esse texto acho extremamente relevante, por isso, transcrevi para o Blog. Procura discutir questões sobre o que é mediunidade e como se dá. Saudações a todos que acompanham minhas postagens. Saudações a todos! Bjks.

Disciplina para ser um zelador de casa de santo



Lembre -se que para nosso Zelador (a) seremos sempre yàwó (Como para nossa Mãe carnal, seremos sempre crianças).
Disciplina para ser um zelador de casa de santo
É outra coisa que eu quero dizer através desta leitura e é muito importante saber.

Hoje em dia o que eu vejo muito por ai , é pessoas querendo fazer santo só para abrir um templo de umbanda ou candomblé ,são poucas que hoje em dia faz o santo por amor
Ao Orixá , algumas por enfermidade mas a maioria o faz visando lucros ou até mesmo
Nome não sou contra , mas existe hierarquias que devem ser respeitadas para evitar escândalos , já temos muitos preconceitos para enfrentar não é verdade?
Por exemplo, para ser um zelador de santo, se deve primeiro ser um bom yàwó sempre presente nos afazeres do terreiro ou templo de santo cumprir com suas obrigações e deveres para com o Orixá e ter disciplina , e principalmente ter suas obrigações de santo em dia .

Aos 7° ano de santo já com autorização do seu Pai ou Mãe de santo ai sim podendo abrir seu próprio YLÊ-

AXÊ sempre sendo supervisionado pelo seu zelador (a).

Não existe pai ou mãe de santo com um ano ou dois , ou três anos de santo .

Um yàwó é como uma criança e não existe uma criança que é um chefe de família não é verdade ? ! Primeiro ela terá que estudar crescer amadurecer para se tornar um dia um chefe de família podendo então construir sua família , a mesmo coisa é um filho do santo ele deve aprender crescer espiritualmente e ai sim ele estará pronto para ter seus filhos do santo para zelar por eles .Por que é uma grande responsabilidade cuidar de um templo de casa de santo , não como se fosse uma casa de boneca tem que ter responsabilidade !

Firmeza na mediunidade


É o médio tem que ter firmeza em todas as linhas tanto na direita como na esquerda , já vi muitos médios incorporadas na esquerda e a entidade beber e
O médio ficar embriagado ,ai a culpa é da entidade ou da pessoa que está materializando a entidade? Bom ! é complicado porque sem firmeza não tem como ser um zelador de santo.Outro caso que aconteceu eu fui visitar uma casa de Umbanda e a entidade chegou até a pessoa e disse : BOA NOITE MOÇA

Respondeu : BOA NOITE então a entidade disse novamente : VOCÊ QUER EU TRAGA SEU MARIDO DE VOLTA Respondeu a moça : COMO? A entidade respondeu : É SÓ ME DAR CHAMPANHE VELAS E EU TRAGO ELE DE VOLTA PARA SUA CASA! Respondeu a moça: EU SOU VIÚVA A 3 ANOS COMO VOCÊ VAI TRAZER MEU MARIDO DE VOLTÁ.? ......

A entidade então se calou-se .Por isso que é necessário ter firmeza na incorporação
da entidade para não acontecer tal coisa .

A espiritualidade é como se fosse um casamento o corpo e o espírito, não existe casamento pela metade concorda comigo ? quando casamos se entregamos por completo um ao outro , assim é o médium ele tem que se entregar de corpo e alma.

Para que a entidade possa fazer parte de sua vida e ajudar as pessoas necessitadas.
Temos que ter consciência que nem todos tem o dom de ser médium de incorporação.
Assim como nem todos são médicos , policiais , construtores ,eletricistas , na religião.
É igual por isso devemos nos conscientizar sobre isso.

Sabemos, que há várias modalidades mediúnicas, analisemos agora de forma mais detalhada cada uma delas:

1) Mecânica de Incorporação

Esta é, sem dúvidas, é a modalidade mais popular pelos terreiros espalhados pelo Brasil.

A Incorporação, como é conhecida, é o que faz com que os terreiros recebam dezenas e centenas de pessoas na expectativa de escutarem uma mensagem de paz, amor, tranqüilidade das entidades.

INFELIZMENTE, INSISTEM EM TRATAR TAIS ENTIDADES (INFINITAMENTE MELHORES QUE NÓS), COMO ATENDENTES DE UM GRANDE BALCÃO, ONDE AS PESSOAS SERVEM-SE, RESOLVEM SEUS PROBLEMAS E NUNCA MAIS VOLTAM, SEQUER PARA AGRADECER. Mas isso é um problema que está ligado ao grau consciência de cada um.

Mas voltando a incorporação, apesar de ser o principal meio de comunicação com o Astral Superior, SÃO RARAS AS PESSOAS QUE CONHECEM OS PROCESSOS MAIS SUTIS DA MECÂNICA DE INCORPORAÇÃO. Alguns levam-na as raias do fanatismo, chegado até as raias do absurdo, com suas vagas idéias.

Agora, mas tentar acabar com os mitos que a cercam:

- a mecânica de incorporação está dividida em duas partes:

- incorporação inconsciente

- incorporação semi-inconsciente


Alguns pregam uma terceira modalidade que seria a CONSCIENTE, porém nesta não ocorre o processo de incorporação propriamente dito. É o que chamamos de IRRADIAÇÃO INTUITIVA (veremos mais para frente).

Obs.


Para haver incorporação a entidade atuante deve fazer uso de 3 partes fundamentais da constituição etéreo-física do médium:

Parte psíquica

Parte sensorial - sensitiva

Parte motora

Na irradiação intuitiva a entidade só faz uso da função psíquica do médium; portanto não é incorporação.

Na incorporação a entidade não entra no corpo do médium pela cabeça, como muitos dizem. Na verdade, a entidade incorporaste apenas se liga magneticamente ao Corpo Astral do médium em algumas regiões chaves que são:

1ª REGIÃO - núcleos vibracionais superiores - região ENCEFÁLICA.

2ª REGIÃO - núcleos intermediários - região TORACO-ABDOMINAL.

3ª REGIÃO - núcleos vibracional genésico - região do CÓCCIX.

SEM LIGAR-SE A ESSES TRÊS PONTOS NO CORPO ASTRAL DO MÉDIUM, NÃO HÁ A INCORPORAÇÃO. 

CASO A ENTIDADE ACHE NECESSÁRIO ELA PODE ATUAR EM OUTROS TRÊS PONTOS DISTINTOS, MAS NO MÍNIMO EM TRÊS DELES. Esse é o conceito básico para ocorrer o processo da incorporação.


Mecânica de incorporação INCONSCIENTE:

Como o próprio nome diz, há uma tomada total, deixando o médium completamente inconsciente, como se estivesse em sono profundo.

A passividade do médium é total, fazendo com que a entidade tenha plenos poderes sobre seu corpo físico, isto controlando toda sua parte psíquica, sensorial e motora.

O médium não tem consciência nenhuma, durante do transe mediúnico e nem lembranças após o mesmo.

Nos dias de hoje isso é RARO, isso era muito comum no inicio do Movimento Umbandista, onde os médiuns eram tomados pelas entidades quase a “força”, pois muitos não eram nada esclarecidos e dificultava de forma insistente o trabalho das entidades.

Suas vibrações mediúnicas eram muito LENTAS E LONGAS, facilitando a atuação das entidades, embora era muito fácil de serem LOGRADOS E LUDIBRIADOS POR ENTIDADES DAS SOMBRAS.

Hoje, tal incorporação restringe-se aos médiuns com uma sistemática evolutiva pouco trabalhada.

Para entendermos melhor:

1. O médium preparado para a incorporação inconsciente, tem abundância de energia VITAL em todos núcleos vibratórios.

2. A entidade incorporal enlaça os corpo Astral do médium e, com a mão direita emite certos fluidos na região da cabeça e com a mão esquerda emite fluidos na região genésica. Esse são os primeiros fluidos de contato, sendo que a manutenção dos mesmos é feita pela projeção energética do médium junto à entidade. As duas constituições astrais se unem como se fosse uma só e a entidade bloqueia certas regiões cerebrais, para que o médium não tenha consciência.

3. O sistema nervoso central é totalmente controlado pela entidade, o mesmo acontecendo com os centros da memória. A zona neuro-sensitiva e mesmo as sensações também ficam sob o controle da entidade.

4. Tudo isso se reflete no corpo físico da seguinte forma:

a) No inicio do processo, há uma profusão de bocejos, visando oxigenar melhor o cérebro propiciando sua revitalização.

b) Atua também no cerebelo, onde irá controlar a memória, impedindo que este se lembre de alguma coisa após o transe. A entidade usa também os movimentos do médium.

c) O contato mediúnico faz com que ocorra um certo sacolejo no médium, em virtude do choque nervoso, mas logo é freado e controlado pela entidade.

d) Controla a fonação e todas as funções endócrinas, mas principalmente a complexa rede nervosa cardíaca. Sendo todas essas mantidas com gasto mínimo de energia. O núcleo vibratório mais incitado é o cardíaco, devido à quantidade de energia necessária para deslocar o corpo astral do médium. O médium fica consciente astralmente, mas as lembranças no físico são completamente apagadas.

Esses são os principais aspectos, sem dúvidas não são todos, mas sim o suficiente para entendermos o processo de forma lógica.

Mecânica de incorporação SEMI - INCONSCIENTE:

É a modalidade mediúnica que prevalece no Movimento Umbandista da atualidade.

Na incorporação semi-inconsciente há perda relativa ou parcial, essa perda da consciência obedece a uma graduação, isto é temos em termo de porcentagem de inconsciência, o qual pode variar de 10% a 90% no máximo.

Mas por que ocorre tal variação nos graus de consciência?

Normalmente a incorporação SEMI-INCONSCIENTE, liga-se a médiuns de karma probatório um pouco mais avançado passando para o evolutivo (a escala evolutiva destes médiuns varia), por isso a porcentagem de inconsciência também, de acordo com cada um).

· No inicio da mediunidade, varia sempre entre 5% e 10%, com o desenrolar do desenvolvimento, a porcentagem vai aumentando, chegando a níveis de 40% e 60%, o que já é considerado altíssimo.

· Essa incorporação semi-inconsciente é destinada aos médiuns de graus evolutivos melhores, porque através da mediunidade, o médium aprende com a entidade:

a) Como ajudar as pessoas de forma mais adequada;

b) Ser mais caridoso;

c) Ser mais generoso e benevolente;

d) Atender todos sem distinção.

Esse é o real objetivo da mediunidade, ajudar os seres desenvolverem-se espiritualmente e deste modo caminharem mais rápido rumo a evolução.

Dependendo da vibração original da entidade (da linha), os pontos ou regiões atuadas podem VARIAR, provocando diferenças fundamentais nas incorporações, sendo que o médium mais experiente, só pelos fluídos saberá identificar a vibração (a linha), mas será atuada no mínimo 3 pontos.

De acordo com o trabalho realizado, o médium poderá ter mais ou menos recordações sobre a atuação do seu mentor.

Quando o médium está BEM INCORPORADO ele NÃO PENSA, portanto tudo que vê e ouve é o seu mentor atuando, isso varia de acordo com o percentual de cada médium.

Na incorporação semi-inconsciente POSITIVA, o médium quase não tem domínio de seus movimentos (pois seus sentidos são rebaixados e não passivo), sempre variando de 10% a 90%.

Quanto mais experiente for o médium, mais rápido se desliga, é mais fácil de ser atuado pela entidade, podendo estar com até 30% de consciência, MAS SEU COMPLEXO MENTAL É FRENADO, NÃO PENSA. É como se sua mente parasse temporariamente de trabalhar, assim tudo que sai da sua boca é palavra da entidade, isso INFLUENCIA A FONAÇÃO COMPLETAMENTE.

A MEDIUNIDADE NUNCA É PERFEITA, SEMPRE HÁ O QUE MELHORAR, portanto O DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO É MUITO IMPORTANTE para a evolução do médium. Mas só isso não basta, não podemos nos esquecer da conduta MORAL ESPIRITUAL (não só a moral imposta pela sociedade, mas sim uma moral calcada nos NOBRES PRECEITOS DIVINOS).

Mediunidade = Afinidade

Exemplo:

Se o médium tiver uma conduta desleixada, fútil, se prendendo demais a valores materiais, esquecendo o objetivo da mediunidade (caridade e evolução espiritual) = se afinará só com espíritos de baixo calão vibratório = prejudicará seus complexo astro-físico = atrapalha MUITO sua evolução.

Portanto cuidado! Só depende de você!

RESPEITO NÃO INCLUI HUMILHAÇÃO

Se você é Iawo ou iniciado de qualquer outro grau dentro da hierarquia existente no Candomblé, lembre-se que o conhecimento dos mais graduados nem sempre constitui sabedoria. Portanto, estes não podem utilizar o que sabem para diminui-lo como pessoa.O simples conhecer pode ser uma arma contra aqueles que que têm pleno domínio do conhecimento. sempre que possível faça lembrar os mais velhos do culto que Iawo também é responsável pela continuidade da tradição religiosa.E isso só pode ser realidade quando o iniciado não somente sabe como se faz um ritual, mais também qual a sua finalidade e a que se referem seus atos; Não se conforme jamais com respostas, tais como "Segredo reservado aos mais velhos".Se um Babalorisá age desta forma, ou ele não sabe o que esta fazendo, ou então pensa que cabeça é "lixo". Por acaso, pensa ele que a força dos orisás vai eterniza-lo sobre a terra??? é que por isso não tem necessidade de transmitir o conhecimento para aqueles que o acompanham??? De qualquer forma, este é um tipo de pessoa que não serve para ser seu "Alaasé". Iawo, se cuide!!! Se goste!!! Se respeite!!! "QUEM SABE, MORRE IGUAL AQUELE QUE NÃO SABE", e pelo avesso todos somos iguais.Respeito não inclui necessariamente humilhação. Reconheça sempre o seu lugar e posicione-se da melhor maneira possível. Seja digno do orisá ao qual pertence. deixe seu Ori brilhar de tal forma que a luz refletida seja como um espelho, onde muitos possam se mirar na fidelidade de sua personalidade. O Candomblé, hoje, é sem duvida uma religião com muita frequência e pouca permanência, e isso se devem a existência de "sacerdotes" inescrupulosos. , do tipo que RASPA, PINTA, CATULA, ADOXA, E ASSENTA SEM SABER O QUÊ.Não me cansarei de dizer que a cabeça dos outros não é laboratório onde se faz pesquisa para saber sé deu certo ou não. Caso de errado procurar um jeito de acrescentar alguma coisa para ver se acerta. INICIAR ALGUÉM NO ORISÁ, é despertar o adormecido no mais profundo do inconsciente humano, o que, com certeza, o Iawo, ou até pessoas com títulos de Egbomi, Ogan Etc., saem de suas casa de origem em busca de um outro pai de santo que o adote. Este por sua vez, sedento por um "asezinho" (Dinheiro), e motivado pelo orgulho de ter sob seu asé um filho de outro Babalorisá, tenta corrigir ERROS. Tanto uns como outros, indulgentes, apressados e súbitos " a mente humana!!! Isto é apenas um exemplo do que eu vejo e acontece em decorrência do sacerdócio apressado.Por isso antes de fazer santo escolhe, e muito bem seu Alaasé. Muitos dizem que o Orisá é quem escolhe o Babalorisá. Puro engano, porque o livre arbítrio é, nada mais, nada menos, que o poder absoluto de decisão.E o futuro do homem depende dele decidir o que ele quer hoje, agora. Cuide de seu presente e preserve o seu futuro, em bom estado de equilíbrio. É preferível não ter santo FEITO, do que fazer santo MAL FEITO. E isso pode ser observado, analizado sem muita dificuldade, na Própria estrutura sócio-econômica e cultural de boa parte dos adeptos do culto que se julgam com um grande poder, porem desprovido da base estrutural do conhecimento ritual, através da qual é possível atingir a essência, a espiritualidade, ligar o homem aos orisás e estes a fonte da vida, tornando-o um veiculo de comunicação social, facilitando muito os seus passos sobre a terra.Havendo comunicação entre os homens, haverá comunicação entre os orisá, e conseqüentemente com OLODUMARE, que é a fonte de todas as fonte de vida, o consciente e o inconsciente do ser. Aquele que lhe conhecem a origem, hierarquia, gosto e costumes, invocações e ritos, conseguem com facilidade atingir a essência do orisá. Isto é resultado da concepção limpa. Do saber fazer, sabendo porquê, o que também é resultante da firmeza do Ori Inu " que já despertou a consciência do EU.Na minha opnião é assim que se cultuam os orisás acreditando na cabeça e na direção dada à ritualidade. O conceito que os Ioruba têm a respeito dos orisá é que todos nos viemos ao mundo para aproveitar devidamente o nosso tempo. E as pessoas que estão envolvidas no culto, no decurso deste tempo, devem aproveita-lo no aprimoramento das coisas relativas ao estudo e compreensão da ritualidade, de modo a aprender TUDO sobre os orisá, alcançando o respeito, em decorrência do bom senso e de força no desenvolvimento dos rituais em que atua.É sabido por todos que a melhor maneira de aprender a executar os atos litúrgicos é, sem duvida, em sua casa de santo de origem, onde casa iniciado pode participar, questionar seu Alaasé e obter respostas amplas em relação ao que ocorre em dado momento. Assim, vai-se aprendendo, enquanto esclarecem "se as dúvidas.Este é um ambiente adequado a um aprendizado seguro, onde a pratica da magia pode provar sua eficácia, em termos de resultados finais. O iniciado pode certificar-se, dia após dia, da potencialidade do culto.

Mo Jubá 

A LENDA DA RIQUEZA DE OBARÁ: DIAS DO ANO DEDICADOS - 06/01 E 06/06


Eram dezesseis irmãos, Okaram, Megioko, Etaogunda, Yorossum, Oxé, Odí, Edjioenile, Ossá, Ofum, Owarin, Edjilaxebora, Ogilaban, Iká, Obetagunda, Alafia e Obará.

 Entre todos Obará era o mais pobre, vivendo em uma casinha de palha no meio da floresta, com sua vida humilde e simples.Um dia os irmãos foram fazer a visita anual ao babalaô para fazer suas consultas, e prontamente o babalaô perguntou: Onde está o irmão mais pobre? Os outros irmão disseram-lhe que avia se adoentado e não poderia comparecer, mas na verdade eles tinham vergonha do irmão pobre. Como era de costume o babalaô presenteou a cada irmão com uma lembrança, simples, mas de coração e após a consulta foram todos a caminho de casa. Enquanto caminhavam, maldiziam o presente dado pelo babalaô, Morangas? Isso é presente que se dê? Abóboras? .
A noite se aproximava e a casa de Obará estava perto, resolveram então passar a noite lá. Chegando a casa do irmão, todos entraram e foram muito bem recebidos, Obará pediu a esposa que preparasse comida e bebida a todos, e acabaram com tudo o que havia para comer na casa. O dia raiando os irmãos foram embora sem agradecer, mas antes lhe deixaram as abóboras como presente, pois se negavam a comê-las.
Na hora do almoço, a esposa de Obará lhe disse que não havia mais nada o que comer, apenas as abóboras que não estavam boas, mas Obará pediu-lhe que as fizesse assim mesmo. Quando abriram as abóboras, dentro delas haviam várias riquezas em ouro e pedras preciosas e Obará prosperou.
Tempos depois, os irmãos de Obará passavam por tempos de miséria, e foram ao Babalaô para tentar resolver a situação, ao chegar lá escutaram a multidão saldando um príncipe em seu cavalo branco e muitos servos em sua comitiva entrando na cidade, quando olharam para o príncipe perceberam que era seu irmão Obará e perguntaram ao Babalaô como poderia ser possível e ele respondeu: Lembram-se das abóboras que vos dei, dentro haviam riquezas em pedras e ouro mas a vaidade e orgulho não vos deixaram ver e hoje quem era o mais pobre tornou-se o mais rico.
Foram então os irmãos ao palácio de Obará para tentar recuperar as abóboras e lá chegando, disseram a Obará que lhes devolvessem as Abóboras e Obará assim o fez, mas antes esvaziou todas e disse: Eis aqui meus irmãos, as abóboras que me deram para comer, agora são vocês que as comerão. E quando o babalaô em visita ao palácio de Obará lhe disse: Enquanto não revelares o que tens, tu sempre terás. E foi assim que se explica o motivo que quem carrega este Odú não pode revelar o que tem pois corre o risco de perder tudo, como os irmãos de Obará

AFINAL, O QUE É MACUMBA?


O real significado de macumba é a de um antigo instrumento musical de percussão, uma espécie de reco-reco, de origem africana.
Popularmente, o termo macumba é utilizado para designar genericamente e de maneira pejorativa os cultos sincréticos derivados de práticas religiosas – a exemplo do Candomblé – e divindades dos africanos que eram escravizados entre os séculos XV e XIX, a exemplo dos bantos.
Diz-se mais comumente macumba do que candomblé no Rio de Janeiro, e mais comumente candomblé do que macumba na Bahia.

Câmara Cascudo: "Ainda ao tempo das reportagens de João do Rio os cultos de origens africanas no Rio de Janeiro chamavam-se, coletivamente,candomblés, como na Bahia, reconhecendo-se contudo, duas seções principais: os orixás dos cultos nagôs e os alufás dos cultos muçulmanos (malês) trazidos pelos escravos. Mais tarde, o termo genérico "macumba" foi substituído pelo termo "Umbanda". Meio século após a publicação de 'As Religiões do Rio', estão inteiramente perdidas as tradições malês e em geral os cultos, abertos a todas as influências, dividem-se em terreiros (cultos nagôs) e tendas.

O ritual desse culto é muito forte e continua até os dias atuais pelo esforço conjunto de seus adeptos, que mantém a tradição religiosa banta numa vertente considerada feiticeira, mesclada a elementos populares do espiritismo e do catolicismo, e que cultuam entidades de feição ameríndia, outras nagôs, mas especificamente os Exús. 

AOS DESAVISADOS , SE LIGUEM!!!

Ao contrário do que se pensa, os Exús não são os diabos e espíritos malignos ou imundos que algumas religiões pregam, tampouco são espíritos endurecidos ou obsessores que um grande número de espíritas crêem.
Os "diabos" ou demônios são seres mitológicos, já

"desvendados" pela doutrina espírita, portanto, não existem.
Espíritos trevosos ou obsessores são espíritos que se encontram desajustados perante a Lei Divina. Provocam os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. São espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vinganças, calcadas no ódio doentio.
Aguardam, enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira possível (voluntária ou involuntariamente) .
São conhecidos, pelos umbandistas, como kiumbas. Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas.
Este baixo astral é uma enorme "egrégora" formada pelos maus pensamentos e atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada, vícios de toda estirpe, alimentam esta
faixa vibracional e os kiumbas se comprazem nisso, já que se sentem mais fortalecidos.
Cada mal praticado por um espírito, o leva a cada vez mais para "baixo". As quedas são  frequentes e provocam mais e mais revoltas.

Apesar de todo este quadro, pouco esperançoso, há também o lado da Luz, da Lei, do Bem. E este lado é ainda mais organizado que as organizações das trevas.
Existem, também, diversas organizações, com variados trabalhos e ações, mas com um único objetivo de resgatar das trevas e do mal, os espíritos "caídos".
Vemos colônias espirituais, hospitais no astral, postos avançados da Luz nos Umbrais, caravanas de tarefeiros, correntes de cura, socorristas, etc., afeitos e afinizados aos trabalhos dos centros espíritas. Vemos também, outros trabalhadores espirituais, ligados
aos cultos afros.
Especificamente, na Umbanda, vemos através das Sete Linhas, vários Orixás hierarquizados. Existem vários níveis na hierarquia dos Orixás. Começando pelos mais altos espíritos, que estão próximos do Criador, até os Orixás Menores ou Planetários (aqueles que são ligados e responsáveis por cada orbe, pela sua evolução).
Abaixo destes Orixás, estão os chefes de legiões e suas hierarquias, Estes espíritos "chefes" usam as três roupagens básicas: Caboclos,Pretos-Velhos e Crianças.
Outras entidades tais como: baianos, boiadeiros, marinheiros, etc.,
são espíritos que compõe as sub-linhas afeitas e subordinadas às sete linhas e aos chefes de legiões.
Alguns caboclos, crianças ou pretos-velhos, às vezes, usam algumas destas roupagens para determinados trabalhos ou missões.
Como em nosso Universo (Astral) as manifestações se dividem em duas e manifestam-se como pares: positivo-negativo, ativo-passivo, masculino-feminino, etc.
A Umbanda, que é paralela ativa, tem como par passivo a Kimbanda (não confundir com a kiumbanda, que é a manifestação das trevas).
A Kimbanda, que é a força paralela passiva da Umbanda, força
equilibradora da Umbanda. A Kimbanda - São os Sete Planos Opostos da Lei, é o conjunto oposto da Lei. Quando falamos em "oposto" à Lei, não queremos dizer aquilo que está em desacordo à Lei, mas a maneira oposta de como a Lei é aplicada. Na Kimbanda que os Exus se manifestam, a Kimbanda, portanto é o "reino" dos Exús.
Os Exús são os "mensageiros" dos Orixás aqui na Terra. Através deles, os Orixás podem se manifestar nas trevas. Então, para cada chefe de falange, sub-chefe, etc., na Umbanda, temos uma entidade correspondente (ou par) na Kimbanda.
Os Exús são considerados como "policiais" que agem pela Lei, no submundo do "crime" organizado. As "equipes" de Exus sempre estão nestas zonas infernais, mas, não vivem nela. Passam a maior parte do tempo nela, mas, não fazem parte dela. Devido a esta característica, os Exús, são confundidos com os kiumbas. Videntes os veem nestes
lugares e erroneamente dizem que eles são de lá.

CATIMBÓ - Mestre Jatobá - Mentor


O Catimbó, originou-se da sabedoria de pajés do Norte e Nordeste Brasileiro, onde foram somadas culturas negras (Angola, Moçambique, congo, etc.) fundindo-se com cultos ancestrais e o cristianismo (catolicismo) . A prática do Catimbó em como sacramento ingestão da bebida “Jurema” (Mimosa tenueflora ). O sacerdote recita preces específicas, entoa cantos (toadas) de chamada de diversas correntes e guias, através de maracás. Segundo o sacerdote Naldo de Oliveira, na fumaça dos cachimbos, preparado com misturas diversas, é que está a força do Catimbó.

O Catimbó não está ligado aos Orixás Africanos. No Catimbó trabalham os Mestres, que foram pessoas que viveram e ao morrerem se "encantaram". Geralmente os mestres são entidades que praticam o Catimbó, muito embora haja similaridades com cultos afros, não há sincretizações. Não existem Mestres do bem ou do mal. Os Mestres tanto podem trabalhar para o bem como para o mal.

O Catimbó cultua ervas, símbolos e santos católicos, o uso do caldeirão e rituais de magia, com base na religião católica de onde busca os seus santos, óleos, água benta e outros objetos litúrgicos. É também uma prática espirita que trabalha com a incorporação de espíritos.

Os primeiro elementos do Catimbó é o uso da defumação para curar doenças, o emprego do fumo para entrar em estado de transe, a idéia do mundo dos espíritos entre os quais a alma viaja durante o êxtase, onde há casa e cidades análogas às nossas. A grande diferença é que a fumaça na pajelança é absorvida, enquanto no Catimbó ela é expelida

ORIXÁ OXALÁ


Orixá masculino, de origem Iorubá (nagô) bastante cultuado no Brasil, onde costuma ser considerado a divindade mais importante do panteão africano. Na África é cultuado com o nome de Obatalá . Quando porém os negros vieram para cá, como mão-de-obra escrava na agricultura, trouxeram consigo, além do nome do Orixá, uma outra forma de a ele se referirem, Orixalá , que significa, orixá dos orixás. Numa versão contraída, o nome que se acabou popularizando, é OXALÁ.

Esta relação de importância advém de a organização de divindades africanas ser uma maneira simbólica de se codificar as regras do comportamento. Nos preceitos, estão todas as matrizes básicas da organização familiar e tribal, das atitudes possíveis, dos diversos caminhos para uma mesma questão. Para um mesmo problema, orixás diferentes propõem respostas diferentes - e raramente há um acordo social no sentido de estabelecer uma das saídas como correta e a outra não. A jurisprudência africana nesse sentido prefere conviver com os opostos, estabelecendo, no máximo, que, perante um impasse, Ogum faz isso, Iansã faz aquilo , por exemplo.

Assim, Oxalá não tem mais poderes que os outros nem é hierarquicamente superior, mas merece o respeito de todos por representar o patriarca, o chefe da família. Cada membro da família tem suas funções e o direito de se inter-relacionar de igual para igual com todos os outros membros, o que as lendas dos Orixás confirmam através da independência que cada um mantém em relação aos outros. Oxalá, porém, é o que traz consigo a memória de outros tempos, as soluções já encontradas no passado para casos semelhantes, merecendo, portanto, o respeito de todos numa sociedade que cultuava ativamente seus ancestrais. Ele representa o conhecimento empírico, neste caso colocado acima do conhecimento especializado que cada Orixá pode apresentar: Ossanhe, a liturgia;  Oxóssi, a caça;  Ogum, a metalurgia;  Oxum, a maternidade; Iemanjá, a educação;  Omolu, a medicina - e assim por diante.
Oxalá é o princípio gerador em potencial, o responsável pela existência de todos os seres do céu e da terra. É o que permite a concepção no sentido masculino do termo. Sua cor é o branco, porque ela é a soma de todas as cores.

Por causa de Oxalá a cor branca esta associada ao candomblé e aos cultos afro-brasileiros em geral, e não importa qual o santo cultuado num terreiro, nem o Orixá de cabeça de cada filho de santo, é comum que se vistam de branco, prestando homenagem ao Pai de todos os Orixás e dos seres humanos. Se essa mesma, gostar e quiser usar roupas com as cores do seu ELEDÁ (primeiro Orixá de cabeça) e dos seus AJUNTÓS (adjutores auxiliares do Orixá de cabeça) não terá problema algum, apenas dependendo da orientação da cúpula espiritual dirigente do terreiro.

Segundo as lendas, Oxalá é o pai de todos os Orixás, excetuando-se Logunedé , que é filho de Oxóssi e Oxum, e Iemanjá que tem uma filiação controvertida, sendo mais citados Odudua e Olokum como seus pais, mas efetivamente Oxalá nunca foi apontado como seu pai.

Os filhos de Oxalá, portanto, são pessoas tranquilas, com tendência à calma, até nos momentos mais difíceis; conseguem o respeito mesmo sem que se esforcem objetivamente para obtê-lo. São amáveis e pensativos, mas nunca de maneira subserviente. Às vezes chegam a ser autoritários, mas isso acontece com os que têm Orixás guerreiros ou autoritários como ajuntós.

Sabem argumentar bem, tendo uma queda para trabalhos que impliquem em organização. Gostam de centralizar tudo em torno de si mesmos. São reservados, mas raramente orgulhosos.

Seu defeito mais comum é a teimosia, principalmente quando têm certeza de suas convicções; será difícil convencê-los de que estão errados ou que existem outros caminhos para a resolução de um problema.

No Oxalá mais velho (OXALUFÃ) a tendência se traduz em ranzinzice e intolerância, enquanto no Oxalá novo (OXAGUIÃ) tem um certo furor pelo debate e pela argumentação.

Para Oxalá, a idéia e o verbo são sempre mais importantes que a ação, não sendo raro encontrá-los em carreiras onde a linguagem (escrita ou falada) seja o ponto fundamental.
Fisicamente, os filhos de Oxalá tendem a apresentar um porte majestoso ou no mínimo digno, principalmente na maneira de andar e não na constituição física; não é alto e magro como o filho de Ogum nem tão compacto e forte como os filhos de Xangô. Às vezes, porém, essa maneira de caminhar e se postar dá lugar a alguém com tendência a ficar curvado, como se o peso de toda uma longa vida caísse sobre seus ombros, mesmo em se tratando de alguém muito jovem.

ORIXÁ IEMANJÁ


Comparada com as outras divindades do panteão africano, o Orixá feminino iorubá, Iemanjá é uma figura extremamente simples. Ela é uma das figuras mais conhecidas nos cultos brasileiros, com o nome sempre bem divulgado pela imprensa, pois suas festas anuais sempre movimentam um grande número de iniciados e simpatizantes, tanto da Umbanda como do Candomblé.

É uma das rainhas das águas, sendo as duas salgadas: as águas provocadas pelo choro da mãe que sofre pela vida de seus filhos, que os vê se afastarem de seu abrigo, tomando rumos independentes; e o mar, sua morada, local onde costuma receber os presentes e oferendas dos devotos.

Na África, a origem de Iemanjá também é um rio que vai desembocar no mar. De tanto chorar com o rompimento com seu filho Oxóssi, que a abandonou e foi viver escondido na mata junto com o irmão renegado Ossanhe. Iemanjá se derreteu, transformando-se num rio que foi desembocar no mar. É a mãe de quase todos os Orixás de origem iorubá.

É portanto semelhante às outras mães da água, o que é compreensível, já que as diferentes tribos e nações acabaram por desenvolver o culto a um Orixá feminino específico, que relacionavam com um rio da região. No caso de Iemanjá, as lendas africanas já a identificavam com o mar.

Apesar dos preceitos tradicionais relacionarem tanto Oxum como Iemanjá à função da maternidade, pôde estabelecer-se uma boa distinção entre esse conceitos. As duas Orixás não rivalizam ( Iemanjá praticamente na rivaliza com ninguém, enquanto Oxum é famosa por suas pendências amorosas que a colocaram contra Iansã e Obá ). Cada uma domina a maternidade num momento diferente.

No arquétipo psicológico, expandem-se as características insinuadas pela descrição dos mitos e lendas de Iemanjá. Também fica fácil entender os conceitos principais se mantivermos a comparação com o Orixá Oxum. Como os filhos da mãe da água doce, os de Iemanjá, também gostam de luxo, das jóias caras e dos tecidos vistosos. Gostam de viver num ambiente confortável e, mesmo quando pobres, pode-se notar uma certa sofisticação em suas casas, se comparadas com as demais da comunidade de que fazem parte.

Enquanto os filhos de Oxum são diplomatas e sinuosos, os de Iemanjá se mostram mais diretos. São capazes de fazer chantagens emocionais, mas nunca diabólicas. A força e a determinação fazem parte de seus caracteres básicos, assim como o sentido da amizade e do companheirismo.

Como são pessoas presas ao arquétipo da mãe, a família e os filhos têm grande importância na vida dos filhos de Iemanjá. A relação com eles pode ser carinhosa, mas nunca esquecendo conceitos tradicionais como respeito e principalmente hierarquia.

São pessoas que não gostam de viver sozinhas, sentem falta da tribo, inconsciente ancestral, e costumam, por isso casar ou associar-se cedo. Não apreciam as viagens, detestam os hotéis, preferindo casas onde rapidamente possam repetir os mecanismos e os quase ritos que fazem do cotidiano.

Apesar do gosto pelo luxo, não são pessoas obcecadas pela própria carreira, sem grandes planos para atividades a longo prazo, a não ser quando se trata do futuro de filhos e entes próximos.

Todos esses dados nos apresentam uma figura um pouco rígida, refratária a mudanças, apreciadora do cotidiano. Ao mesmo tempo, indicam alguém doce, carinhoso, sentimentalmente envolvente e com grande capacidade de empatia com os problemas e sentimentos dos outros. Mas nem tudo são qualidades em Iemanjá, como em nenhum Orixá. Seu caráter pode levar o filho desse Orixá a ter uma tendência a tentar concertar a vida dos que o cercam - o destino de todos estariam sob sua responsabilidade . Os filhos de Iemanjá demoram muito para confiar em alguém, bons conhecedores que são da natureza humana. Quando finalmente passam a aceitar uma pessoa no seu verdadeiro e íntimo círculo de amigos, porém, deixam de ter restrições, aceitando-a completamente e defendendo-a, seja nos erros como nos acertos, tendo grande capacidade de perdoar as pequenas falhas humanas.

Um filho de Iemanjá pode tornar-se rancoroso, remoendo questões antigas por anos e anos sem esquecê-las jamais.

ORIXÁ OXUM


Oxum é o nome de um rio em Oxogbo, região da Nigéria. É ele considerado a morada mítica da Orixá. Apesar de ser comum a associação entre rios e Orixás femininos da mitologia africana, Oxum é destacada como a dona da água doce e, por extensão, de todos os rios. Portanto seu elemento é a água em discreto movimento nos rios, a água semi-parada das lagoas não pantanosas, pois as predominantemente lodosas são destinadas à Nanã e, principalmente as cachoeiras são de Oxum, onde costumam ser-lhe entregues as comidas rituais votivas e presentes de seus filhos-de-santo.

Oxum tem a ela ligado o conceito de fertilidade, e é a ela que se dirigem as mulheres que querem engravidar, sendo sua a responsabilidade de zelar tanto pelos fetos em gestação como pelas crianças recém-nascidas, até que estas aprendam a falar.

Dentro desta perspectiva, Iemanjá e Oxum dividem a maternidade. Mas há também outro forma de análise; a por faixas etárias, correspondentes a cada arquétipo básico.

Nanã é a matriarca velha, ranzinza, avó que já teve o poder sobre a família e o perdeu, sentindo-se relegada a um segundo plano. Iemanjá é a mulher adulta e madura, na sua plenitude. É a mãe das lendas – mas nelas, seus filhos são sempre adultos. Apesar de não ter a idade de Oxalá ( sendo a segunda esposa do Orixá da criação, e a primeira é a idosa Nanã ), não é jovem. É a que tenta manter o clã unido, a que arbitra desavenças entre personalidades contrastantes, é a que chora, pois os filhos adultos já saem debaixo de sua asa e correm os mundos, afastando-se da unidade familiar básica.

Para Oxum, então, foi reservado o posto da jovem mãe, da mulher que ainda tem algo de adolescente, coquete, maliciosa, ao mesmo tempo que é cheia de paixão e busca objetivamente o prazer. Sua responsabilidade em ser mãe se restringe às crianças e bebês. Começa antes, até, na própria fecundação, na gênese do novo ser, mas não no seu desenvolvimento como adulto. Oxum também tem como um de seus domínios, a atividade sexual e a sensualidade em si, sendo considerada pelas lendas uma das figuras físicas mais belas do panteão mítico iorubano.

Oxum é ambiciosa. Segundo a tradição iorubá, seu metal é o cobre – mas a correlação com o ouro não está basicamente errada, pois, de acordo com os historiadores, o cobre era o metal mais caro conhecido naquela região. Oxum, portanto, gosta das riquezas materiais, mas não numa perspectiva de usura nem uma mesquinhez de quem quer ter riquezas para escondê-las.
A iniciação (na Umbanda ou no Candomblé) é um nascimento e o poder da fecundidade tem de estar presente, pois Oxum mostrou que a menstruação, em vez de constituir motivo de vergonha e de inferioridade nas mulheres, pelo contrário proclama a realidade do poder feminino, a possibilidade de gerar filhos.

Além disso, o fluir nada fixo da água doce pelos diversos caminhos, a maneabilidade do elemento se manifestam no comportamento de Oxum. Sua busca de prazer implica sexo e também ausência de conflitos abertos – é dos poucos Orixás iorubas que absolutamente não gosta da guerra.


O arquétipo psicológico associado a Oxum se aproxima da imagem que se tem de um rio, das águas que são seu elemento; aparência da calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas - tudo que não é nem reto nem direto, mas pouco claro em termos de forma, cheio de meandros. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo diretamente, por isso mesmo, são muito persistentes no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados.
A imagem doce, que esconde uma determinação forte e uma ambição bastante marcante, colabora a tendência que os filhos de Oxum têm para engordar; gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral.

O sexo é importante para os filhos de Oxum. Eles tendem a ter uma vida sexual intensa e significativa, mas diferente dos filhos de Iansã ou Ogum.
Os filhos de Oxum são mais discretos, pois, assim com apreciam o destaque social, temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem de inofensivos, bondosos, que constroem cautelosamente.

Na verdade os filhos de Oxum são narcisistas demais para gostarem muito de alguém que não eles próprios – mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo.

Faz parte do tipo, uma certa preguiça coquete, uma ironia persistente porém discreta e, na aparência, apenas inconsequente. Verger define: O arquétipo de Oxum é o das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras.

Até um dos defeitos mais comuns associados à superficialidade de Oxum é compreensível como manifestação mais profunda: seus filhos tendem a ser fofoqueiros, mas não pelo mero prazer de falar e contar os segredos dos outros, mas porque essa é a única maneira de terem informações em troca.

ORIXÁ OBÁ


Orixá guerreira, considerada até como uma Iansã velha. Senhora do rio Obá, na Nigéria, patrocinadora de conflitos, energia que se desenvolve nos coriscos. Mulher de Xangô.

Na natureza, Obá está ligada às enchentes, às cheias dos rios, às inundações. É ela quem vai reger todos esses fenômenos, sejam naturais ou provocados por erros humanos. Seu encantamento é feito desta forma, quando um rio transborda, inundando tudo.

Obá está presente também nos coriscos, poder que lhe foi dado pelo marido Xangô, pois ela também tem ligação com a energia elétrica, a eletricidade. É poderosa, sábia, madura e realista.

Na vida dos seres humanos, Obá rege a desilusão amorosa, a tristeza, o sentimento de perda, o ciúme, a incapacidade do homem de ter aquilo que ama e deseja. Obá é a raiva, a solidão, a depressão, o sentimento de abandono.

Quando nos sentimos traídos, abandonados, sem esperança,  com raiva,  frustrados em nossos objetivos, desencadeamos essa força da natureza chamada Obá, que mexe no nosso interior. E a lógica diz que Obá é a "ultima gota", que faz transbordar nossos sentimentos. Daí sua regência também nas enchentes e inundações. É um ato de excesso, de excesso, de explosão, de revolta, desencadeado por esta força cósmica. Se um rio enche e transborda, é porque não suporta mais o volume de água, deixando escapar "aquilo que já não cabe mais". Isso é Obá, essa é a sua regência, seus encantamento, sua influência.

Obá é o desabafo: " já não suporto mais..." , é a agitação do sentimento indevidamente mexido, afetado por algo ruim.

São pessoas valorosas e incompreendidas. Suas tendências são um pouco viril. As suas atitudes militantes e agressivas são consequências de experiências infelizes ou amargas por elas vividas. Os seus insucessos devem-se, frequentemente, a um ciúme um tanto mórbido. Entretanto, encontram compensação para as frustrações sofridas em sucessos materiais, onde a sua avidez de ganho e o cuidado de nada perder dos seus bens tornam-se garantia de sucesso.